Recife Hoje
O capítulo “Recife Hoje” do Plano Recife 500 anos revisita o passado para compreender como se deu o processo de ocupação do solo, seu surgimento, caracterização, urbanização e desenvolvimento da cidade.
Quem somos no presente é resultado de como fomos no passado, quando e como se deram os ciclos de expansão, os fatores que impulsionaram as transformação prediais e o redesenho do traçado urbano. E, ainda, as intervenções estruturadoras que basearam, por exemplo, a modernização do sistema de transporte, estão entre os objetos de análise nesta parte do documento.
Como ocorreu o processo de expansão urbana e a interligação entre o eixo central e núcleos periféricos e quais fenômenos explicam os fatores impeditivos da redução da segregação espacial e ampliação adequada da infraestrutura também serão temas tratados adiante. Também contextualizaremos o período de maior relevância do aumento irregular da ocupação do solo urbano que incrementou o volume de habitações populares nos morros da zona norte do Recife, na mesma época em que se inicia um progressivo desmonte do conjunto edificado da área central que culminou na formulação de uma legislação para preservação de áreas históricas.
Ainda sobre o território, será analisado como o processo desordenado de ocupação contribuiu para os desastres ocorridos nas décadas de 1960 e 1970 — que acabou por estacionar o crescimento do setor construtivo nas zonas norte e oeste da cidade — e o que aconteceu nas décadas seguintes, até o intenso processo de adensamento populacional de certas regiões que impactaram áreas visivelmente frágeis. Serão destacadas, ainda, as conquistas que foram pioneiras na luta pelo direito à cidade do Recife no processo de estruturação do espaço urbano.
No contexto ambiental, serão caracterizadas as vulnerabilidades naturais e os fatores que sobressaem às condições geográficas. Especificamente, veremos a vantagem sobre os serviços ambientais para a drenagem urbana do território e para a depuração de boa parte dos esgotos que recebe. O Recife ainda mantém uma cobertura vegetal importante e protegida por instrumentos legais. Todavia, há peculiaridades geográficas que devem ser consideradas para a sustentabilidade do seu sistema de drenagem, e quanto representa a geração per capita de resíduos sólidos na cidade do Recife é o que veremos a seguir.
Leia o texto completo na seção “O Recife Hoje”, na Segunda Versão do Plano Recife 500 Anos.
